Investigação inédita realizada pelo IBGE traça uma verdadeira radiografia da juventude brasileira, especialmente dos jovens com 13 a 15 anos de idade, em média. E os seus resultados são deveras preocupantes para toda a sociedade. A Pesquisa Nacional da Saúde do Escolar consultou 60.973 alunos da 9ª série do Ensino Fundamental em 1.453 escolas públicas e privadas de todas as capitais e do Distrito Federal. E conseguiu reunir boas informações sobre as condições de vida do estudante brasileiro. A novidade é que esta é a primeira pesquisa da história do IBGE em que os próprios entrevistados responderam ao questionário nos computadores de mão. Daí a maior privacidade dos estudantes para responderem a questões sobre violência, uso de álcool e drogas e comportamento sexual.
Pois o estudo constatou uma triste realidade que paira sobre a nossa juventude, a de que a maioria dos estudantes das capitais brasileiras já experimentou bebida alcoólica. Mais de 70% dos entrevistados disseram já ter experimentado bebida, 24% fumaram cigarro e 9% já usaram drogas alguma vez na vida.
Ora, tendo em vista a idade dos estudantes, a conclusão a que se chega é que nossos jovens estão bebendo, se drogando e fazendo sexo cada vez mais cedo. Outra constatação é a facilidade com que moças e rapazes que ainda nem chegaram à maioridade conseguem comprar bebidas, cigarros e drogas. As festas são os locais mais comuns para contato com a bebida (37%), seguidas de lojas (19%) e até da própria casa (13%).
Também merece extrema atenção o fato de que 30,5% dos estudantes pesquisaram já tiveram relação sexual alguma vez, média que sobe para 43,7% quando se considera apenas o universo masculino.
Ora, num momento em que o Ministério da Saúde, reconhecendo a verdadeira epidemia de crack que se instalou no país, lança uma campanha nacional de combate ao crack, os dados do IBGE pedem outras ações urgentes do Estado, contra o abuso do álcool ao uso de drogas e também à promiscuidade, em tempos de tantas doenças sexualmente transmissíveis.
É claro que não cabe apenas ao Poder Público solucionar de vez esta questão que se apresenta à sociedade brasileira. A família também tem a obrigação de estar presente, a escola tem de estar atenta, a comunidade tem de estar preparada para melhor educar esta geração. Afinal, são eles os cidadãos do futuro.Que futuro?
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